De onde vêm os dados e o que cada gasto cobre
Todos os números vêm de bases oficiais, atualizadas todo mês por uma rotina automática. Nada é estimado: cada valor é a soma dos lançamentos publicados pelo órgão.
Fontes
- Deputados: cota parlamentar (CEAP), arquivos anuais da Câmara dos Deputados.
- Senadores: cota para exercício da atividade parlamentar (CEAPS), dados abertos do Senado Federal.
- Presidência: cartão de pagamento do governo federal (cartão corporativo) e viagens a serviço, do Portal da Transparência. Também o orçamento executado por programa e ação.
- Emendas: emendas parlamentares do Portal da Transparência.
- Quem recebeu e convênios: favorecidos e convênios das emendas, também do Portal da Transparência. O ano de cada valor é o do pagamento ao recebedor.
- Obras: obras federais do Obras.gov.br (Governo Federal), ligadas pelo CNPJ do executor. A plataforma não informa de qual emenda veio cada obra.
- Empresas e entidades privadas: o site classifica cada recebedor de emendas em ente público, empresa, entidade sem fins lucrativos ou tipo não identificado, pelo nome, porque a fonte não informa a natureza jurídica; pode haver erros. Marca quem consta nos cadastros CEIS, CNEP e CEPIM (Portal da Transparência), que são fatos públicos sobre o CNPJ e não afirmam irregularidade na emenda.
- Atuação legislativa: projetos de autoria e votações nominais dos deputados vêm dos arquivos abertos da Câmara; projetos dos senadores, da API de processos do Senado. A presença em votações cobre só deputados. Mostramos sempre ao lado dos pares do mesmo estado, sem nota única.
- Despesa municipal (piloto São Paulo): despesa paga por municípios paulistas, do Portal da Transparência Municipal do TCE-SP (dados Audesp, enviados pelas prefeituras), com função, fonte de recurso e fornecedor. Não traz o código da emenda federal; a ligação é pela fonte "transferências federais" e pelo texto do histórico. A capital (fiscalizada pelo TCM-SP) não está incluída.
- População: estimativas de população dos municípios do IBGE, usadas só para calcular valores por habitante.
O que cada gasto cobre
Deputado federal
- Cota parlamentar (CEAP): passagens aéreas, locação de veículos, escritório, combustíveis, divulgação do mandato, telefonia. O saldo mensal não usado acumula no ano. O valor mensal varia por estado.
- Nos 120 dias antes da eleição, candidatos não podem usar a cota para divulgar o mandato.
- Fora dos totais deste site: subsídio (R$ 46.366,19 brutos por mês em 2026), verba de gabinete para até 25 secretários parlamentares, auxílio-moradia ou imóvel funcional, diárias em missão oficial e auxílio-mudança.
Senador
- CEAPS: escritório de apoio no estado, locomoção, consultoria, divulgação e combustível, com nota fiscal. O saldo acumula, e a hospedagem em Brasília é coberta pelo auxílio-moradia. O reembolso pode ser pedido até 90 dias após o fim do exercício.
- Fora dos totais: subsídio (igual ao do deputado), diárias e passagens pagas direto pelo Senado, auxílio-mudança, assistência à saúde, equipe de gabinete e auxílio-moradia.
Presidente da República
O presidente não tem uma cota nem um teto: as despesas do cargo são pagas com recursos públicos. Os números mostrados não são gasto pessoal. São despesas do cartão corporativo e viagens (diárias e passagens) de órgãos da Presidência, atribuídas a quem ocupava o cargo na data do lançamento.
- Nomes de portadores de cartão e de viajantes não são exibidos.
- Boa parte do cartão corporativo é sigilosa: aparece o valor, mas não o fornecedor. A página mostra qual parte do cartão está sob sigilo.
- Vice-Presidência, Agência Brasileira de Inteligência e Empresa Brasil de Comunicação ficam fora do total do presidente.
- Transporte aéreo, segurança presidencial e residências oficiais têm outras fontes e não estão incluídos.
- O orçamento por programa mostra quanto os órgãos da Presidência pagaram em cada programa. Operações financeiras (empréstimos com retorno, por exemplo) aparecem à parte e não entram na soma.
Emendas
- Individuais: cada deputado e senador indica; execução obrigatória. Inclui as “emendas Pix” (transferências especiais), que vão direto a estados e municípios sem convênio.
- De bancada, de comissão e de relator: não têm autor individual e por isso não aparecem no perfil de ninguém. As de relator são o antigo “orçamento secreto”, declarado inconstitucional pelo STF.
- Parte das emendas individuais vem do Portal sem identificação do autor e não pode ser atribuída a ninguém.
- O autor é ligado ao perfil pelo nome. Em raros casos de nomes parecidos, a emenda pode ficar sem vínculo.
Como ler os números
- Valores negativos são devoluções ou estornos e já estão descontados.
- Câmara, Senado e Presidência classificam as despesas de formas diferentes. A comparação por tipo só vale entre quem usa a mesma classificação.
- Gastar muito ou pouco não prova irregularidade. Os valores seguem as regras de cada cota.
- O ano corrente é parcial. Quem exerceu o mandato só por alguns meses mostra menos meses.